A Educação Especial na perspectiva inclusiva em tempo de pandemia

Alunos da Educação Especial, com deficiência, transtorno global de desenvolvimento e altas habilidades / superdotação, contam também coma a Educação Inclusiva. E apesar do isolamento social devido ao coronavírus, também estão sendo atendidos em casa, da melhor forma possível.

Infelizmente, muitos alunos da Educação Especial, sofrem discriminações, sendo que o motivo são suas “diferenças” em relação a alunos “normais”. A Educação Inclusiva vem ao encontro destes alunos especiais, combatendo estas discriminações, também dentro das escolas, onde ocorrem muitos atos de preconceito, e onde as diferenças devem ser superadas. A Educação Inclusiva vem para assegurar o acesso, a participação e aprendizagem, inclusive com continuidade nos níveis mais elevados do ensino, de alunos com os mais diversos tipos de deficiência, garantindo sua educação em escolas regulares, atendimento Educacional Especializado (AEE), participação da família e da comunidade, e a acessibilidade, mobilidade e equipamentos nos transportes, na comunicação e informação. A Educação Inclusiva reforça a formação de professores para atuarem na educação especializada.

A Educação Especial também pensa no cotidiano de seu público-alvo, e juntamente com o sistema educacional inclusivo procuram uma parceria com outras áreas, permitindo assim qualidade de vida em setores como o da saúde, assistência social, acessibilidade arquitetônica, entre outros.
Pessoas com necessidades especiais têm todo o merecimento a estes direitos e ajustes, pois também querem e devem viver com dignidade e respeito, sentindo-se bem e à vontade onde quer que estejam, sendo incluídas na comunidade em que vivem.

A Educação Especial e Inclusiva, neste momento de pandemia, está, através da tecnologia, alcançando os alunos especiais em suas casas. A internet é um excelente meio para contatar pais e alunos, seja via email, Google classroom, hangoust, meet, whatsapp. O problema é que muitos destes alunos não podem se beneficiar de tais meios, devido às barreiras digitais nos websites, por não possuírem tecnologia ou ainda por não terem acesso à internet. Para aqueles que apresentam estas dificuldades, outros métodos são encontrados, como retirar material impresso na própria escola. As atividades devem estar adequadas e serem prazerosas não somente para alunos, mas também para familiares, que auxiliam seus filhos nas tarefas, levando em conta que também podem apresentar alguma deficiência, ou serem analfabetos, por exemplo. Assim as atividades devem conter desenhos, jogos, brincadeiras, sendo criativas, desenvolvendo habilidades, coordenação, raciocínio lógico matemático, atenção, concentração e habilidades de vida diária. É preciso fazer o monitoramento do atendimento às pessoas com deficiência (física, mental, intelectual ou sensorial) para que elas tenham acesso aos conteúdos.

São necessárias neste momento, a colaboração, união e dedicação de todos os responsáveis para que estas pessoas portadoras de necessidades especiais sejam assistidas da melhor maneira possível. E pelo que se vê, todos estão se empenhando para que as barreiras sejam transponíveis.

Sendo assim, pode-se constatar a importância da Educação Especial e da AEE na vida e desenvolvimento de pessoas especiais. A inclusão dos mesmos na Educação Especial ajuda-os a aprender, socializar, alcançar melhoras em seu quadro clínico e sentirem-se cada vez mais como membros da sociedade. A partir do que já foi mencionado, conclui-se que é sim possível atendê-los em suas casas e fornecer educação de qualidade, mesmo com todas as dificuldades.

Ana Carina Menegati
Turma 302 Magistério

Professora Francielle de Souza